Veja aqui mais detalhes sobre como começou a tecnologia no futebol do Corinthians

Curiosidades do Corinthians, além das que contei no vídeo:
● Nos dias normais, em que tudo dava certo, eu viajava 3h40m e 190 km todos os dias para chegar ao Corinthians e voltar para a faculdade, por 4 anos seguidos. Foi realmente uma luta, mas que valeu a pena.

● Fui efetivamente contratado pelo Corinthians quase 1 ano após começar a criar as soluções, já tendo desenvolvido todos os módulos que serviram como base para o crescimento dos sistemas.

● Uma pessoa determinante para me manter no futebol profissional no início do projeto foi Paulo Angioni, com quem aprendi grandes coisas para a minha carreira.

● Trabalhar com Vanderlei Luxemburgo logo no início da carreira foi uma experiência sensacional, e o primeiro trabalho que tive que fazer para ele foi a criação de grandes avisos com a frase “NADA RESISTE AO TRABALHO”, para espalhar pelo departamento. Trabalhar com ele e com Luiz Henrique de Menezes me ajudou a melhorar muito como um profissional exigente e voltado a resultados.

● Além de criar as soluções na tecnologia, passei alguns anos cuidando da comunicação e de boa parte da logística, detalhes dos hotéis e passagens e de cada viagem para cada jogo, incluindo a definição de quartos dos atletas. Até hoje me lembro que precisava sempre colocar o Sylvinho no mesmo quarto do Rodrigo.

● Grandes nomes que ajudaram muito nesse caminho, pessoas que nem sempre apareceram, como: Fernando Lázaro, Sidnei Oliveira, Fabio Sader, Elaine Blazechi, Thiago De Rose e Marcos Honda.

● Um dos grandes impulsionadores no trabalho voltado à performance de atletas foi Renato Lotufo, parceiro de ideias e criação de várias soluções.

● O que fez com que eu me especializasse em gestão (além de 1 pós e mais 2 MBA’s, me especializei em Modelos de Excelência da Gestão) foi passar a conviver com a bagunça do futebol. Precisava entender como era o “mundo desenvolvido” para poder levar alguma mudança concreta para o mundo do esporte, depois de passar a ver como aquilo funcionava e perceber o potencial de negócios e de crescimento que havia no esporte.

● Na minha 1ª pós graduação, em Administração Esportiva, um dos meus colegas de sala era Walmir Cruz, atual preparador físico do Corinthians. Fiz essa pós estimulado pelo amigo Beto Souza, que também foi uma pessoa bastante importante neste trabalho.

● Como instrutor da licença de treinadores da CBF, tive grandes alunos, entre eles, Fabio Carille, atual técnico do Corinthians.

● O Corinthians (alguém de lá) provavelmente nunca nem soube da maioria dos cursos que fiz (além de MBA’s, pós, foram mais de 40 cursos e dezenas de livros, por isso, se você está lendo isso e hoje é funcionário de alguma empresa, não espere que eles cuidem do seu desenvolvimento, vá você atrás, e pague do seu bolso sem reclamar. É para você!)

● Nunca fiz questão de ir a muitos jogos ou ver treinos. Ia a 1 jogo a cada 2 ou 3 meses, no máximo, principalmente para observar a forma de trabalho e de pensamento da equipe toda, além da dinâmica de trabalho, para então voltar e melhorar algumas soluções. Além disso, me animava e estimulava ver a torcida de perto de vez em quando. Isso me fazia acordar todos os dias sabendo que o resultado do que fazíamos impactava na vida de milhares, ou milhões, de pessoas. E me fazia querer fazer ainda mais e melhor tudo que fazia.

● Algo que poucas pessoas próximas souberam (e ninguém além de mim sabe da história toda): Durante este meu 1º período no Corinthians tive que pagar uma enorme dívida, de algo perto de meio milhão de reais hoje, de uma empresa que deixei que colocassem no meu nome alguns anos antes. Isso me fez ir atrás de muito conhecimento sobre finanças e investimentos, além de ter feito com que eu tomasse a decisão de ser um excelente profissional, pois precisava ganhar mais para conseguir pagar e liberar meus bens penhorados. Só terminei de paga-la 15 anos depois, dia 5 de julho de 2011, meu aniversário e dia da minha primeira palestra na vida. E isso também me fez ser ainda mais grato ao clube. Foi ali que tive a oportunidade de crescer e vencer mais esse desafio.

Espero que qualquer ponto dessa história te inspire a ser uma pessoa melhor ou a fazer mais pela sua empresa. Nós mudamos o mundo mudando o nosso próprio mundo e o das pessoas próximas.

(Não cito aqui nenhum ponto da 2ª passagem pelo Corinthians, em áreas completamente diferentes.)

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